
Fracassaram as tentativas da defesa em realizar extradição para o Brasil do empresário e ex candidato a prefeito de Marília João Henrique Pinheiro que já passou a primeira noite no xilindró boliviano tomando o café de canequinha pela manhã.
O empresário brasileiro João Henrique Pinheiro foi extraditado da Espanha para a Bolívia no dia de ontem, 9 de abril de 2026, após mais de 300 dias preso em Madrid.
Acusado de estelionato e fraude milionária no projeto de um engenho de açúcar, ele enfrentará o processo judicial boliviano. Em caso de condenação deverá cumprir uma pena pesada naquele país, embora a esperança seja agora transferi-lo para o Brasil.
João Henrique Pinheiro desembarcou na cidade de Tarija, capital de um estado no sul da Bolívia, e, em seguida, foi transferido para Bermejo, município localizado na mesma região, próximo à fronteira com a Argentina.

João Pinheiro é acusado de aplicar um golpe milionário envolvendo a implementação do Complexo Industrial da Cana-de-Açúcar (Cicasa) no país vizinho.
Segundo a denúncia, o empresário teria se apresentado como fornecedor de maquinário especializado para a construção de um engenho, convencendo investidores a assinarem um contrato de aproximadamente US$ 700 mil por equipamentos que não foram entregues. O prejuízo total do caso, somado aos gastos em infraestrutura local, teria ultrapassado a marca de US$ 1 milhão.
Durante a sessão judicial, o juiz entendeu que as provas apresentadas pelo Ministério Público boliviano e pelos produtores eram irrefutáveis e considerou que havia risco iminente de fuga por parte do empresário, determinando sua detenção na unidade prisional de Bermejo.
O mesmo participou de audiência realizada ainda na tarde de ontem quinta-feira, sendo logo na sequencia encaminhado ao sistema penitenciário ficando a disposição da justiça.



A chamada carceleta de Villa Montes, na Bolívia, enfrenta graves problemas de superlotação e condições desumanas, abrigando cerca de 175 detentos em espaços reduzidos, com alta porcentagem de jovens.
A Defensoria do Povo relatou falhas fundamentais, na visita realizada recentemente, em março de 2026, a prisão ganhou atenção após familiares levarem um ataúde à porta para que um recluso se despedisse da mãe.
João Pinheiro, candidato que declarou maior patrimônio do país nas eleições de 2024, estava preso em Madri

O empresário João Henrique Pinheiro, que ficou conhecido por declarar o maior patrimônio do Brasil nas eleições municipais de 2024, está preso em Madri, na Espanha, desde 27 de maio.
João Pinheiro foi detido após ter o nome incluído na lista da Polícia Internacional (Interpol), a pedido da Bolívia, onde responde a um processo por estelionato relacionado a um contrato firmado em 2019 para implantação de uma refinaria de açúcar.
Em uma decisão de 26 de agosto, ele teve um pedido de habeas corpus negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o tribunal entendeu que não tem competência para julgar o caso já que a prisão foi determinada por uma autoridade judicial espanhola.
Segundo Luiz Eduardo Gaio Júnior, advogado responsável pela defesa do empresário, o negócio não foi concluído por entraves legais e chegou a ser arquivado pelo Ministério Público boliviano em 2022, sob o entendimento de que se tratava de um desacerto comercial. O inquérito, no entanto, foi reaberto em 2023, sem que o empresário fosse novamente intimado.
Candidato à prefeitura de Marília em 2024 pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), João Pinheiro declarou bens que somavam mais de R$ 2,8 bilhões, incluindo patrimônio da empresa Sugar Brazil e valores em poupança. Aquela foi sua primeira tentativa em assumir algum cargo na política.
A empresa chegou a ter a falência decretada em agosto de 2024, por causa de uma dívida de mais de R$ 260 mil, mas o processo foi encerrado duas semanas depois, após acordo entre as partes.
Durante a campanha, o empresário chamou atenção ao participar de carreatas e eventos com carros de luxo, entre eles uma Ferrari. Em entrevista ao g1, na época da corrida eleitoral, João Pinheiro falou sobre o montante de bens.
Enquanto esteve detido na Espanha, a defesa do brasileiro fez diversas tentativas de impedir o seu envio para a Bolívia. Os advogados chegaram a acionar o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), pedindo a sua extradição para o Brasil, alegando que ele possuía preferência por já ter sido condenado por estelionato pela Justiça de Marília no ano de 2024.
A defesa também impetrou um pedido de habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal), alegando que a Bolívia havia perdido o prazo legal de 45 dias para a entrega dos documentos de extradição.
O pedido, contudo, foi negado pelo ministro Luís Roberto Barroso, que argumentou que o STF não possui competência para julgar atos imputados ao Poder Judiciário espanhol. O nossa reportagem segue acompanhando para saber os próximos passos da defesa. Desde já, o espaço se encontra aberto para manifestações.
DIRETO DO PLANTÃO DE POLICIA


