Presidente participa da Marcha para Jesus, em São Paulo, e reiterou que as eleições representam uma “guerra do bem contra o mal”

A Marcha para Jesus, evento gospel liderado pela Igreja Renascer em Cristo que combina caminhada, shows e apresentações de pastores evangélicos, completa 30 anos e, neste sábado (9), voltou ao formato original, presencial, após dois anos acontecendo de forma adaptada devido à pandemia de Covid-19.

Em sua participação tradicional na marcha, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, neste sábado (9/7), que “reza para que nosso povo não experimente as dores do socialismo”. “Peço a Deus todos os dias quando levanto… dobro os joelhos e rezo um Pai Nosso, peço que o nosso povo não experimente as dores do socialismo”, defendeu Bolsonaro.

Mais uma vez, o chefe do Executivo federal externou temor com o fortalecimento da esquerda na América do Sul, representado pelas recentes eleições presidenciais no Peru, Chile e Colômbia.

“Olhem ao nosso redor, aqui na América do Sul. Vejam como os outros países estão vivendo, vejam como vivem os nossos irmãos da Venezuela, como estão indo outros países como Argentina, Chile, Colômbia. Nós não queremos isso para o nosso Brasil. Uma potência em todos os aspectos, em especial no ser humano que aqui habita”, prosseguiu.

Fala recorrente

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro fala ao eleitorado sobre a consolidação de governos de esquerda no continente. Ao final do último mês, em uma outra edição da Marcha para Jesus em Balneário Camboriú (SC), o presidente alertou para o “trenzinho da esquerda ” no continente.

“As pessoas precisam ser alertadas e convencidas de que, se o Brasil for para o lado da esquerda, nós entraremos num trenzinho que começa pela Venezuela, passa pela Argentina, vai no Chile e agora o penúltimo vagão está sendo a Colômbia”, defendeu o mandatário da República na ocasião.

Outro discurso repetido por Bolsonaro nesta manhã é de que as eleições deste ano representam uma “guerra do bem contra o mal”. Ele também aproveitou a plateia religiosa para tentar marcar pontos diante desse público.

“E nós temos uma posição aqui: Somos contra o aborto, somos contra a ideologia de género, somos contra a liberação de drogas, somos defensores da família brasileira. Nós somos a maioria do país, a maioria do bem. E nessa guerra do bem contra o mal, o bem vencerá mais uma vez”, disse aos fiéis presentes no ato.

Outra fala recorrente do presidente e repetida nesta tarde, durante a marcha, é de que seu governo “acabou com palavra corrupção”. “Tem uma coisa que nos faz vencer, é a consciência tranquila de que somos o governo que acabou com a palavra corrupção. E sempre digo: Se aparecer [corrupção] ajudaremos a investigar. Isso não é virtude de um governo, isso é obrigação”, disse aos apoiadores.

Para a realização da marcha foram instalados 10 trios elétricos dispostos em 3,5 km de percurso. Os organizadores aguardavam a presença de mais de nove mil caravanas de todo o país. Durante o evento estava previsto a realização de shows de música gospel, além de orações coletivas.

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