O Governo da Argentina determinou um aumento de 30% no salário mínimo no total entre fevereiro e março. O anúncio foi feito pelo porta-voz da Presidência na terça-feira (20). O valor foi estabelecido em 180 mil pesos para fevereiro (R$ 1.007), o que representa um aumento de 15% em relação aos 156 mil pesos atuais, e 202,8 mil pesos para março (R$ 1.136), um aumento de 30% em relação ao valor atual.

“Não foi possível que as partes chegassem a um acordo na discussão sobre o salário mínimo”, disse o porta-voz Manuel Adorni se referindo ao fracasso na quinta passada (15) do Conselho do Salário Mínimo, composto pelo governo argentino, pelas câmaras empresariais e pelos sindicatos, que pediam um aumento de 85%.

“O governo deve arbitrar entre as partes e fixar um salário mínimo”, acrescentou Adorni, algo que o presidente Javier Milei havia inicialmente rejeitado.

Argentina tem 1° superávit mensal desde 2012

A Argentina registrou um superávit financeiro de 518,408 bilhões de pesos argentinos (cerca de R$ 3 bilhões) em janeiro, como resultado de um superávit primário e do pagamento de juros da dívida pública. Este é o primeiro resultado financeiro positivo do país desde agosto de 2012 e em um mês de janeiro desde 2011, de acordo com dados do Ministério da Economia.

No primeiro mês do ano, a Argentina registrou um superávit primário de 2,01 trilhões de pesos argentinos (R$ 11,9 bilhões), em que as receitas totais atingiram 6,1 trilhões (R$ 36,1 bilhões), um aumento de 256,7% em relação ao ano anterior. As receitas tributárias cresceram 256,9% devido ao desempenho do comércio exterior e da atividade econômica interna da Argentina.

Esses resultados estão relacionados aos cortes acentuados nos gastos públicos, que o presidente Javier Milei vem realizando desde que assumiu o cargo, em 10 de dezembro do ano passado, um plano de “choque” fiscal, como a eliminação por decreto, neste dia, de fundos fiduciários milionários.

Os gastos de capital (energia, transporte, educação, moradia, água potável e esgoto, entre outros) caíram 50,3% ao ano em termos líquidos, mas se for levada em conta a evolução da inflação, de 254% ao ano em janeiro, a queda em termos reais é maior.

No último mês do ano, o déficit primário da Argentina foi de 2,384 bilhões de dólares (R$ 11,8 bilhões), enquanto o déficit financeiro foi de 6,383 bilhões de dólares (R$ 31,6 bilhões), e em todo o ano de 2023 o PIB do país caiu 2,9%.

Nesse sentido, o presidente argentino comemorou o resultado fiscal de janeiro nas redes sociais, reafirmando o slogan: “Déficit zero não é negociável”, que o ministro da Economia, Luis Caputo, havia incluído em sua conta na rede social X, depois de anunciar o primeiro superávit financeiro do país em quase 12 anos.

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